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PASSOS - O romancista Marco Túlio Costa lança no próximo dia 22 de novembro o seu 17º título, "Sequestro no Cibermundo", o terceiro só neste ano - os outros foram "Mágica para Cegos" (Ed. Saraiva) e "A Árvore do Medo" (Ed. Formato). “Sequestro no Cibermundo”, 152 páginas, é uma novela, com ilustrações primorosas de Allan Rabelo, ilustrador carioca radicado na Espanha.
No catálogo da editora distribuído na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a obra é apresentada como uma narrativa que se passa em dois níveis. No primeiro, mostra a difícil convivência de uma família de classe média, que passa por dificuldades por falta de tempo e inúmeras ocupações de seus membros: o pai atarefado, mãe estudiosa e filho adolescente, Ícaro, que se ocupa somente de jogos eletrônicos e navegar na internet. Ninguém consegue se dedicar um ao outro; cada um está focado em suas próprias necessidade. No segundo nível, os ciberegos de Ícaro e seus pais enfrentam bandidos, em uma trama que se assemelha a um jogo de computador”. Em pauta uma das questões que afligem psicopedagogos, psicólogos, educadores e pais: a alienação pela dependência da “virtualidade”, e o enfraquecimento de valores importantes ao relacionamento social e familiar. Marco Túlio Costa conta que a primeira versão do livro ficou pronta em 21 de fevereiro de 1999, quando o fantasma do “Bug do Ano 2.000” apavorava os bancos, empresas, aeroportos, enfim, tudo que dependia de sistemas computadorizados para funcionar. Foram feitas várias revisões, corte de capítulos inteiros. Desde então, o original foi enviado a várias editoras, aprovado para publicação, mas por problemas do mercado editorial brasileiro, o livro “foi ficando”. Preocupação com a Internet
“O tempo passou, a internet que era uma novidade no Brasil tornou-se uma presença diária na vida de todos. Curiosamente, alguns problemas previstos nessa novela, desde aquela época, tornaram-se realidade, uma preocupação para os pais e educadores, como a dependência de crianças, adolescentes e até adultos por jogos eletrônicos, a obsessão pela internet. Sem falar, claro, da violência, dos crimes cometidos nesse ambiente virtual. A obra propõe uma reflexão sobre a substituição da vida pela virtualidade. Não é uma história contra essa modernidade, não fala contra as relações no mundo virtuais, mas propõe uma reflexão a pais, educadores e jovens sobre a necessidade de estreitarmos nossos laços no mundo real” – comenta o autor.
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